Motoristas do DF usam aparelhos de GPS para detectar a presença de radares
Visualizado 159 vezes
Motoristas do Distrito Federal estão usando aparelho de GPS (Sistema de Posicionamento Global, em português) para driblar a fiscalização eletrônica e detectar a presença de radares.
O aparelho encontrado no mercado emite um alerta ao motorista para avisar quando o radar está próximo. De acordo com o Detran, o DF tem 170 radares.
“Ele trabalha unicamente com sinal de satélite GPS. O sinal de 24 satélites disponibilizados no mundo unicamente para posicionamento global. No DF, a gente levanta todos os pontos de controle de velocidade, que são pontos de barreira eletrônica e de fiscalização eletrônica fixa, e disponibiliza dentro da memória do aparelho para todos os nossos clientes. Pela internet é possível fazer as atualizações”, explica o gerente comercial Saul Vieira Pimentel, de uma empresa que comercializa o produto.
Saul ainda garante: “A legislação vigente no Brasil permite o uso desse tipo de produto, já que ele não é um anti-radar. O anti-radar sim, é proibido por lei”.
O folder da empresa diz que o equipamento está de acordo com a Resolução 242 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O texto trata de GPSs, aparelhos que orientam o motorista no funcionamento do veículo e em trajetos, como mapas, mas não cita radares.
Já uma portaria do Ministério da Justiça, de 1977, proíbe o uso em veículos de aparelhos que detectam a presença de radares.
Opinião dos motoristas
Os motoristas da região têm opiniões diferentes sobre o aparelho. “Não usaria porque a gente tem que respeitar as leis de trânsito. Não existe motivo para arriscar a minha vida, nem a dos outros”, opina a funcionária pública Maria Amélia Sobrinho.
A jornalista Cecília Carvalho, por sua vez, diz que compraria o aparelho. “Eu acho que em Brasília tem muito radar e às vezes você está um pouco distraída e, por causa de sete ou oito pontinhos, leva uma multa que não vale a pena”, diz.
“Uso amoral”
De acordo com o diretor-geral do Detran-DF, Délio Cardoso, vale a máxima popular de que “nem tudo que é legal é moral”, já que o aparelho GPS está legalizado por ter outras finalidades, além de receber sinal via satélite para informar onde estão os radares.
“O sistema passa a ser amoral quando, ao se utilizar de uma lacuna legal, que é o GPS, um localizador que se guia por satélite, passa a detectar a presença do radar, fazendo com que o motorista seja advertido com antecedência sobre os pardais (radares) existentes. O que acontece é uma mudança de finalidade. O correto é que o motorista siga a velocidade da via. Mas o ilegal mesmo é a presença do anti-radar, o equipamento que detecta a onda eletromagnética do radar. Com o outro, está sendo feito um uso amoral”, alerta Cardoso.
Fonte: G1