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Preço alto impede Lenovo de comprar Positivo

Visualizado 131 vezes dezembro 12th, 2008 by Marcelo

SÃO PAULO – Para analistas que acompanham o desempenho da Positivo, controladores da empresa paranaense pedem valor alto demais para fechar a venda.

O grupo Positivo é o maior integrador do país, fechou 2007 com uma venda recorde de PCs e, além de fábricas modernas, possui presença nacional no varejo.

Todas estas características não foram suficientes para segurar o preço de suas ações na bolsa de valores este ano. Em 2008, os papéis da Positivo derreteram e valem hoje 79,37%* menos do que valiam em janeiro.

Prejudicam a Positivo a venda de máquinas populares, com baixa margem de lucro, e a perda de market share em setores estratégicos, como o rentável segmento de laptops. No 2º trimestre de 2007, a empresa vendeu 57% dos laptops comercializados no país. Já no 3º trimestre deste ano, sua participação despencou para 21,4%.

UBS e Lenovo

Apesar da Positivo não comentar as negociações em curso, confirmou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que contratou o banco UBS para analisar propostas de compra. Dell e Lenovo são as candidatas à aquisição. A Dell afirma que não fala sobre especulações. Já a Lenovo admite o diálogo.

Esta semana, o presidente do conselho da Lenovo, Yang Yuanqing, admitiu manter conversas com a integradora. Segundo a empresa chinesa, as conversas foram sobre “oportunidades de investimento e aquisições

Preço alto

Segundo Alan Cardoso, analista da corretora Ágora, as informações disponíveis no mercado apontam que a Lenovo fez uma proposta de R$ 23 por ação aos controladores da Positivo. O grupo paranaense, no entanto pediu R$ 35.

“Se estes dados se confirmarem, há uma diferença muito grande entre a oferta chinesa e o preço feito pelos brasileiros. Em função do momento que a economia global atravessa, acho a proposta da Lenovo muito boa. A não ser que o mercado brasileiro melhore muito, acho difícil o preço pedido pela Positivo ser factível”, diz o analista.

Cardoso explica, no entanto, que a Positivo não tem pressa em efetuar a venda, o que pode fazê-la sustentar o pedido elevado. “Quem conhece a Positivo sabe que eles não têm dívidas e nunca pensaram em criar uma empresa para, depois, ser vendida. Eles podem perfeitamente tocar seu negócio sem os recursos estrangeiros”, diz Cardoso.

Para o analista, a posição que a Positivo ocupa no Brasil é extremamente atraente para grupos estrangeiros. “Toda a reunião de conselho a Dell diz que precisa crescer nos BRICs. Esta seria uma oportunidade de ouro para a empresa americana. A Lenovo tem o mesmo desejo, uma vez que vê os principais mercados globais se retraírem e precisa reagir à expansão de sua principal rival, a Acer”, afirma.

“Tanto Dell como Lenovo têm seus acionistas e vai ser muito difícil convencê-los a pagar um preço alto demais pela Positivo. Se o preço pedido pelos brasileiros não cair, fica difícil fechar este negócio”, afirma Cardoso.

Ações voláteis

A Positivo vive um momento conturbado no mercado de ações. Em seu último balanço, a empresa declara patrimônio de R$ 478 milhões, mas na Bovespa ela vale pouco mais de R$ 400* milhões, numa amostra de que está subavaliada pelo mercado.

As especulações em torno da venda da empresa fizeram os papéis ordinários da companhia (POSI3) subirem 97,89%* de valor só esta semana. Um salto enorme. Estes papéis pulverizados nas mãos de pequenos acionistas podem ser um obstáculo a mais para a operação de venda, já que o prêmio pago aos acionistas minoritários deve encarecer o negócio.

Além da corretora Ágora, Plantão INFO procurou as corretoras Itaú e Ativa, que cobrem a Positivo. O Itaú disse que não comenta o caso da Positivo. Já a analista da Ativa estava viajando e indisponível para entrevistas.

* cotação em 12 de dezembro às 15 horas

Fonte: Plantão Info

Lenovo confirma conversas sobre aquisição, mas não comenta sobre a Positivo

Visualizado 148 vezes dezembro 11th, 2008 by Marcelo

Por Redação do COMPUTERWORLD

A Lenovo pode estar perto de comprar a Positivo. Ontem (10/12), Yang Yuanqing, chairman da companhia, confirmou que a fabricante tem conversado sobre aquisoções, mas se negou a dizer se o alvo seria a líder do mercado brasileiro de PCs, segundo o site da revista Forbes, citando a agência Associated Press.
Os papéis da Positivo na Bovespa voltaram a apresentar forte alta, de 16,1%, no pregão de ontem, fechando a 10,45 reais. As ações da Lenovo na bolsa de Hong Kong dispararam quase 27%, também por conta dos rumores sobre uma possível compra da fabricante brasileira.
Em um comunicado enviado para a bolsa de Hong Kong, Yuanging afirmou que a companhia “mantém discussões preliminares com outros fabricantes a respeito de possíveis investimentos”. Mas, segundo o comunicado, nenhuma negociação avançou.
De acordo com o jornal Valor Econômico, a Lenovo teria conseguido exclusividade nas negociações com a Positivo até dezembro. Com isso, a companhia sairia na frente de outros interessados na fabricante brasileira, como a Dell.

Lenovo venderá netbook no Brasil

Visualizado 144 vezes novembro 21st, 2008 by Marcelo

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SÃO PAULO – Companhia chinesa inicia venda de PCs para usuários finais no Brasil no começo de 2009 com venda de netbook. Empresa trará o netbook S10 para o país.

Segundo o diretor de novos projetos da Lenovo no Brasil, Arthur Izoldi, a empresa asiática vai iniciar a venda de computadores no varejo no início de 2009.

Desde sua estréia no país, a companhia atende apenas o mercado corporativo, embora já produza computadores localmente, em fábrica na cidade de Sorocaba, interior paulista.

A estréia da empresa na venda para usuários finais acontecerá no primeiro semestre de 2009 e, segundo Izoldi, visa aproveitar o bom momento para venda de PCs no país.

“Apesar das notícias de crise, os dados que temos é que o mercado de computadores para usuários domésticos deve seguir aquecido. As projeções do IDC apontam que em 2009 haverá um volume de PCs vendidos 31% maior que o deste ano quando olhamos o mercado brasileiro de computadores como um todo”, diz o executivo.

Izoldi avalia que, como país emergente, o Brasil ainda tem uma demanda reprimida por PCs e inclusão digital muito forte. O segmento de notebooks, por exemplo, deve crescer 101% em 2009, segundo o IDC, número que em nenhum aspecto sugere crise.

“O valor dos notebooks caiu muito e está próximo do preço de desktops, o que incentiva os usuários a optar pelo computador móvel. Clientes corporativos também estão fazendo isso, de olho na maior produtividade que os notebooks dão aos funcionários”, avalia Izoldi.

No início de 2009, a Lenovo vai vender no Brasil seu modelo de netbook ideapad S10. O modelo usa processador Atom da Intel e tem tela de 10 polegadas. Há diferentes opções de configuração como 512 MB ou 1 GB de RAM. O netbook pode ter HD de disco magnético (até 160 GB) ou memória sólida e roda Windows XP. Nos Estados Unidos, a máquina é vendida a partir de US$ 399.

“O setor de netbooks é novíssimo e muitos usuários, mesmo aqueles que já têm notebook, estão aderindo a este dispositivo. Acredito que o potencial de vendas no Brasil é muito alto, tanto para usuários domésticos quanto para empresas que podem usá-lo para forças de vendas ou profissionais que viajam muito”, diz Izoldi.

Plantão INFO

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