Oi aceita Portugal Telecom, mas apenas como minoritária
Visualizado 85 vezes julho 21st, 2010 by Marcelo
por VEJA
A diretoria da Oi declarou nesta quarta-feira que não há oposição à
entrada da Portugal Telecom (PT) em sua estrutura de capital. “Se vier
(a PT), é mais um acionista que é bem-vindo. Não desmente a história da
empresa brasileira. Essa é uma ideia antiga de que o capital tem
pátria”, disse Alex Zornig, diretor de Relações com Investidores da Oi.
“A grande empresa brasileira está sendo construída pelos brasileiros.
Pode ter acionistas estrangeiros, desde que não divida o controle”,
afirmou.
O executivo fez questão de deixar claro, porém, que desconhece qualquer
negociação entre as duas empresas. Frisou também que, caso existisse,
ocorreria em outro nível: no bloco de controle, o que foge à sua esfera
de atuação.
Dependência do governo – Fontes do mercado veem a
possibilidade de entrada da PT na Oi como prova de que a estratégia da
aprovação da compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi para a formação de
uma supertele nacional, na verdade, não foi tão bem-sucedida.
Na visão de alguns especialistas, a operadora brasileira tornou-se
extremamente dependente das “benesses” do governo, tanto por meio de
financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) em condições privilegiadas, quanto por meio de decisões
“inéditas” da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A mais
recente foi a autorização para que a Oi não tenha de devolver o código
de longa distância 14, que pertence à Brasil Telecom. Essa condição
havia sido imposta na época da anuência prévia, que deu o sinal verde da
agência para a concretização do negócio entre as concessionárias.
Anatel rebate críticas – A Anatel rebateu nesta
quarta-feira as críticas de fontes do mercado de que esteja direcionando
suas decisões em benefício da Oi. “A Anatel atua dentro da legalidade e
suas decisões têm como únicos propósitos o benefício e o
desenvolvimento de todo o setor de telecomunicações do país e o respeito
aos direitos dos usuários. As decisões de cunho regulamentar são sempre
submetidas a amplo debate da sociedade e visam, em especial, a
ampliação da oferta de serviços”, afirma a nota.
(com Agência Estado)




