Computador de dois mil anos calculava Olimpíadas

Artefato encontrado em um navio naufragado calcularia fenômenos astronômicos e também seria utilizado para definir a época em que os jogos do Olimpo deveriam ocorrer. Artefato tem mais de dois mil anos de idade. Máquina é considerada por muitos como o primeiro computador já feito pelo homem.

A calculadora foi encontrada em um naufrágio na Grécia em 1901, contudo a sua utilização para determinar a data das Olimpíadas era desconhecida até então, diz o PC World. Naquela época os jogos marcavam o início de um período de quatro anos chamado Olimpíada, que se iniciava na lua cheia mais próxima ao solstício de verão, o que implicava em cálculos astronômicos de complexidade considerável.
De acordo com a Wikipédia, o aparelho, conhecido como Antikythera, data de 150 a 100 a.C. e é feito de bronze. Contém cerca de 82 partes, segundo o site da revista National Geographic. Um exame 3D detalhado, realizado pelo projeto Antikythera Mechanism Research (antikythera-mechanism.gr) revelou inscrições nas camadas inferiores das engrenagens que apontam sua utilização para definir a época dos jogos. "É uma indicação clara da utilização do conhecimento para relacionar o tempo e espaço humanos ao céu.", dizem os pesquisadores segundo o site. A descoberta aumenta ainda mais o que temos catalogado do já vasto campo de conhecimento dos antigos gregos.
O site eWeek relembra que as primeiras Olímpíadas ocorreram em 776 a.C., segundo historiadores, até que foram proibidas pelo Império Romano por volta de 394 d.C.
Após tanto tempo, relatos de equipamentos com tal complexidade só ocorrem com o surgimento dos relógios de catedrais, na Idade Média.
As próximas Olimpíadas ocorrem a partir do dia 8, em datas nada relacionadas a solstícios. O governo chinês, anfitrião dos jogos este ano, escolheu o dia por sua pronúncia em mandarim se parecer com a da expressão "tornar-se rico" na língua.

 

Revista Geek

Microsoft inicia pesquisa para criar sucessor do Windows

Microsoft iniciou um projeto de pesquisa com o objetivo de criar um sistema operacional que poderia substituir o Windows, apurou a revista americana especializada Software Development Times.

Segundo a revista, que afirma ter tido acesso a documentos internos da Microsoft sobre o novo sistema operacional, o projeto recebe o codinome de Midori e apresentaria diferenças radicais com relação aos programas anteriores da empresa.

O programa seria baseado na idéia de sistemas conectados e seria centrado na internet, ou seja, não precisaria ser instalado no hardware e eliminaria a relação de dependência que existe hoje entre o sistema operacional e os computadores pessoais.

Questionada sobre o novo sistema operacional pela BBC News, a Microsoft afirmou que o Midori era “um dos muitos projetos de incubação sendo feitos na empresa”.

“O processo ainda é muito prematuro para que falemos sobre ele”, disse a empresa em comunicado.

Mobilidade

Alguns especialistas acreditam que a empresa estaria desenvolvendo o novo sistema pela incapacidade do Windows em acompanhar o ritmo de mudança da tecnologia e o modo como as pessoas estão usando as novidades tecnológicas.

Entre as deficiências do atual sistema operacional, os especialistas destacam a falta de flexibilidade em um mundo em que as pessoas usam aparelhos cada vez mais variados para acessar conteúdo.

O Windows funcionou bem em uma época na qual as pessoas usavam apenas um computador para realizar todo o trabalho que precisavam. O sistema operacional, nesse caso, atuava concentrando os elementos comuns necessários ao Windows.

“O sistema operacional é carregado ao disco rígido fisicamente localizado dentro do computador. É conectado muito fortemente com o hardware”, afirma Dave Austin, diretor europeu de produtos na empresa de computação Citrix.

Segundo ele, por causa dessa relação de “dependência” com o hardware, o Windows não é o sistema ideal para o atual padrão de uso do computador, no qual os usuários têm mais mobilidade e usam diversas ferramentas para acessar as informações que precisam – sejam fotos, planilhas ou e-mail.

Austin ressalta ainda que atualmente, quando os usuários trabalham ou usam o computador para o laser, acabam usando uma combinação de processos e informações que são armazenados na máquina ou online.

Virtualização

Além de maior mobilidade, o Midori é visto como uma tentativa ambiciosa da Microsoft em acompanhar a tendência de virtualização adotada pela indústria da tecnologia da computação.

A virtualização – processo que permite operar um computador com hardware “virtual”, não presente fisicamente na máquina – foi usada inicialmente em companhias que administravam vários servidores.

Ao colocar todos os servidores virtuais que precisam em um único equipamento, as empresas puderam reduzir o número de máquinas que gerenciavam e melhorar o desempenho dos computadores.

Além de economizar no gerenciamento físico de suas máquinas, as empresas ainda economizam no pagamento das licenças associadas aos sistemas.

As chamadas máquinas virtuais são nada mais do que a cópia, em forma de software, de um computador completo com seu sistema operacional e programas.

As condições de uso impostas atualmente pela Microsoft para o Windows não permite seu uso como máquina virtual. BBC Brasil – Todos os direitos reservados.