SUSE Linux Enterprise Server é o primeiro sistema a suportar oficialmente 64 bits no Raspberry Pi

64 bits no Raspberry Pi

Enfim chegou o dia. A partir de agora o Raspberry Pi tem uma distro com suporte a 64 bits. Essa semana a SUSE anunciou que sua distribuição Linux Enterprise Server começa a suportar o Raspberry Pi 3.

No lançamento do Raspberry Pi 3, houve reclamação por parte de alguns pelo fato do processador do Raspberry Pi 3 vir com suporte a 64 bits mas nenhum sistema suportar esse modo. O fato é que o processador ARM escolhido para o upgrade foi feito mais com base no desempenho em geral e não com foco nos 64 bits. O fato do processador vir com 64 bits era uma vantagem a mais. O sistema oficial Raspbian até hoje suporta somente 32 bits, com sua mesma imagem sendo compatível com todos os modelos da placa.

Se ainda não viu nosso vídeo de unboxing do Raspberry Pi 3 clique aqui.

Alguns meses depois do lançamento da placa, uma imagem 64 bits (inclusive userland) super experimental feita pela comunidade estava disponível.

A SUSE informa que teve um certo encorajamento por parte de Eben Upton, que foi muito prestativo em detalhes como permissões de uso do nome “Raspberry Pi“.

O sistema já suporta o Wi-Fi e Bluetooth integrados na placa. Ele conta com o sistema de arquivos BTRFS na raiz e utiliza por padrão o gerenciador de janelas ICE.

O SUSE Linux Enterprise Server é um produto comercial mas a versão para o Raspberry Pi 3 está disponível como cópia de avaliação por 1 ano com updates e patches sem qualquer custo. É necessário realizar um registro (sem custo) no site da SUSE para fazer o download. Há uma outra opção caso você queira ignorar as atualizações. Segue o link para registro e download:http://tinyurl.com/slespi

A SUSE não disponibiliza suporte comercial para essa distribuição no Raspberry Pi 3.

Um guia em inglês para instalação do sistema no Raspberry Pi 3 pode ser encontrado aqui.

Fontes:
https://www.raspberrypi.org/blog/suse-linux-enterprise-server-for-raspberry-pi/
https://www.suse.com/communities/blog/suse-linux-enterprise-server-raspberry-pi/

Criando um servidor de arquivos usando o Raspberry Pi

Apesar de ter sido criado como uma ferramenta de ensino de programação para crianças, a plaquinha Raspberry Pi revelou-se bem mais versátil, e o produto vem sendo explorados para muitos outros usos.

Além de funcionar como um bom player de vídeo ligado à TV, a Raspberry Pi serve para montar servidor de arquivos de baixo custo e com consumo levíssimo de eletricidade.

Veja, a seguir, como usar a distribuição padrão do Raspberry Pi (denominada NOOBS – New Out Of Box Software) para instalar a distribuição Raspbian de Linux e configurar um servidor de arquivos. O Raspberry Pi deve estar conectado a um monitor ou TV e contar com teclado e ligação à rede local. A unidade de armazenamento que compartilhado, como um pen drive ou HD externo, deve estar ligado a uma das portas USB do Raspberry Pi.

1- Cópia e boot

Comece baixando o pacote NOOBS. Descompacte seu conteúdo e copie-o para um cartão SD vazio. Encaixe o cartão no Raspberry Pi e ligue a plaquinha. Na tela, surgirá um menu para escolha de todos os sistemas que serão instalados no cartão SD. Marque o item Raspbian e, depois, pressione I para começar a instalação.

Espere até o final do procedimento e o subsequente boot no Raspbian. Selecione Finish para passar à linha de comando.

noobs

2- Informações iniciais

Antes de começar a configuração, é importante obter algumas informações sobre o Raspberry Pi e o disco USB conectado a ele. Rode o comando sudo apt-get install ntfs-3g.

Será preciso entrar com a senha, que é raspberry. Ele instala os pacotes para acessar discos USB formatados com o padrão NTFS. Depois, tecle o comando sudo fdisk –l. Devem ser listados vários drives. Localize o correspondente ao drive USB, que normalmente deve ser /dev/sda1 ou /dev/sda2.

terminal01

3- Pastas e montagem

Rode o comando sudo mkdir /media/discousb1. Depois, use o comando sudo mount -t auto /dev/sda1 /media/discousb1, substituindo /dev/sda1 pelo item correspondente ao drive USB, identificado no passo anterior.

Com isso, o drive externo ficará acessível pela pasta /media/discousb1. Para garantir que esse acesso continue funcionando após o reinício do sistema, tecle o comando sudo nano /etc/fstab.

Adicione a linha /dev/sda1 /media/discousb1 auto noatime 0 0, novamente substituindo /dev/sda1 pelo item correspondente ao drive USB. Tecle Ctrl + X e, depois, Y e Enter para salvar as alterações.

terminal02

4- Instalação do Samba

A próxima etapa é instalar os pacotes do serviço Samba, que permite o compartilhamento de arquivos compatível com o sistema operacional Windows. Para isso, rode o comando sudo apt-get install samba samba-common-bin. Confirme a instalação e espere até o final do procedimento.

terminal03

5 – Ajustes do compartilhamento

Para criar a pasta compartilhada, devemos editar o arquivo de configuração do Samba. Faça isso teclando o comando sudo nano /etc/samba/smb.conf.

Adicione, ao final do arquivo, o conteúdo abaixo, substituindo o texto após “path =” pela pasta correspondente ao drive USB criada anteriormente.

[share]
comment = Pasta Compartilhada
path = /media/discousb1
create mask = 0777
directory mask = 0777
writable = true
security = share
browseable = true
public = yes

Tecle Ctrl + X e, depois, Y e Enter para gravar as alterações no arquivo.

6- Reinício e teste

Apesar de não ser necessário, é interessante fazer um reinício do Raspberry Pi para verificar se a carga inicial do Samba está ocorrendo corretamente. Tecle o comando sudo shutdown –r now. Espere até o reinício do Raspbian e, em outra máquina, verifique se o servidor Samba aparece, abrindo a seção Rede do Windows Explorer.

windows